Burning room

CFN, 17

“Escorreguei, quase caí. Senti a lua bem perto, iluminando meus cabelos, quase pude tocá-la. Quase a senti tão ardente quanto o sol. Quase. Quase.”

– CFN

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Como proceder quando você se dá demais em uma amizade e não é recíproco? Como saber o que fazer quando por fora você se mostra forte mas por dentro é mais frágil que uma boneca de porcelana? Ninguém entende você, você não se sente a vontade falando com nenhum amigo sobre você, sobre sua vida. Sente como se a única pessoa no mundo que você tivesse fosse a si próprio. Quando você faria tudo pelos seus amigos e eles na verdade não estão nem aí pro que você está sentindo com determinadas coisas, determinados planos. Fácil te amarem quando estão todos reunidos, quando a conversa é leve e o riso é solto, mas, e quando você precisa apenas de um abraço e não existe ninguém pra perguntar “está tudo bem? Notei você triste”, não, nada disso. Você se sente só e tem certeza de que as únicas pessoas que te amam são membros da sua família. Fica difícil. Coração aperta, choro sufoca, palavras não ditas doem mais que um soco nas fuças. Mas você aguenta. Você finge estar tudo bem. Mas será que vai estar tudo bem pra sempre? Será que não é a hora de mudar? De procurar outras amizades, amizades verdadeiras, que você sinta vontade de contar da sua vida. Que seja uma via de mão dupla, que seja recíproca. Que seja interessante encontrá-las e ouvi-las falar e escutarem atentamente tudo aquilo que você também tem pra dizer. Aí você sente que é hora de mudar seu jeito, suas táticas. A tática agora é não ter táticas. É ser aberto, livre, desimpedido. Estas pessoas estão aí fora. Basta procurá-las com atenção.

CFN